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Telegram e Discord: como esses canais afetam os jovens?

31 de ago.
2 min de leitura

Para muitos adolescentes, conversar pela internet já faz parte da vida social. E, quando falamos em redes sociais, é comum pensar primeiro em Instagram, TikTok ou WhatsApp. Mas existem outros espaços que também fazem parte da rotina de muitos jovens, como Telegram e Discord.


Neles, as conversas podem ir muito além de trocar mensagens com amigos. Há grupos, comunidades, chamadas de voz, jogos, interesses em comum e contatos com pessoas que os adolescentes nem sempre conhecem pessoalmente. Por isso, mais do que perguntar se seu filho usa essas plataformas, vale entender o que ele encontra quando está nelas.


Quando a conversa não termina


Uma das características desses canais é a sensação de que sempre existe alguma conversa acontecendo. Um grupo pode continuar ativo durante horas. Uma partida pode virar uma chamada de voz. Uma mensagem pode gerar várias outras e, quando o adolescente percebe, passou bastante tempo conectado.


Para quem está do lado de fora, pode parecer apenas tempo de tela. Para o jovem, porém, aquele espaço pode representar amizade, pertencimento e diversão. É justamente por isso que simplesmente mandar desligar o celular nem sempre resolve.

 


Pertencer também pesa


Na adolescência, fazer parte de um grupo tem um significado importante. Estar por dentro das conversas, acompanhar uma brincadeira ou participar de uma comunidade pode dar a sensação de estar incluído.


Por outro lado, isso também pode criar pressão. O adolescente pode sentir que precisa responder rapidamente, participar de todas as conversas ou acompanhar tudo para não ficar de fora. Quando isso acontece, a conexão deixa de ser apenas uma escolha e começa a ocupar um espaço difícil de controlar.

 


Nem todo contato é seguro


Telegram e Discord também permitem que adolescentes entrem em comunidades maiores e conheçam pessoas novas. Isso pode ser positivo quando existe um ambiente saudável, mas também exige atenção.


Nem sempre é possível saber quem está por trás de um perfil, quais são as intenções daquela pessoa ou que tipo de conteúdo circula em determinado grupo. Por isso, conversar sobre segurança digital precisa fazer parte da rotina. Mais do que proibir, é importante ensinar o adolescente a reconhecer situações desconfortáveis, preservar informações pessoais e procurar um adulto quando algo parecer errado.

 


O que os pais podem observar?


Não é necessário acompanhar cada conversa ou transformar o uso da internet em uma fiscalização permanente. Alguns sinais, porém, merecem atenção: mudanças importantes no sono, irritação quando precisa se desconectar, queda no interesse por atividades que antes gostava, isolamento ou preocupação excessiva com o que acontece nos grupos. O mais importante é olhar para o impacto que essas experiências estão tendo na vida do adolescente.

 

Tecnologia também precisa de espaço


Telegram e Discord não são, por si só, vilões. Para muitos jovens, esses canais são lugares onde encontram amigos, desenvolvem interesses e constroem vínculos.


O cuidado está em ajudar o adolescente a perceber quando a tecnologia está ocupando espaço demais. Esse equilíbrio fica mais fácil quando existe abertura para conversar sobre o que acontece do outro lado da tela. Afinal, conhecer o mundo digital em que os filhos estão inseridos também é uma forma de estar perto deles.

 


 
 
 

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