Comunicação não verbal no autismo: como estimular?
- Redação Alcance

- 15 de set. de 2025
- 3 min de leitura

Quando pensamos em comunicação, muitas vezes a primeira coisa que vem à mente são as palavras. Mas a verdade é que a forma como nos expressamos vai muito além da fala. Gestos, expressões faciais, olhar, apontar… tudo isso também faz parte da comunicação.
Para muitas crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), a comunicação não verbal pode ser um desafio, mas também uma porta de entrada para o desenvolvimento de novas formas de interação. Por isso, estimular essas habilidades é tão importante.
Por que a comunicação não verbal é tão relevante no autismo?
A comunicação não verbal é a base da nossa interação social. Ela ajuda a criança a demonstrar necessidades, sentimentos e interesses, mesmo quando as palavras ainda não aparecem.
No caso do autismo, é comum que a criança apresente dificuldades nesse tipo de comunicação. Ela pode, por exemplo, não olhar nos olhos, não apontar para o que deseja, não usar expressões faciais para demonstrar emoções ou não reagir a gestos simples, como um aceno de tchau.
Essas dificuldades acabam impactando o desenvolvimento social e podem dificultar a compreensão das intenções e emoções dos outros.
Mas a boa notícia é que existem formas de estimular essas habilidades, sempre respeitando o ritmo e as particularidades de cada criança.
Leia também: Quais os sinais precoces do autismo?
Como estimular a comunicação não verbal?
O primeiro passo é entender que cada pequena conquista faz diferença. A ideia não é forçar, mas criar oportunidades naturais para que a criança experimente outras formas de se comunicar.
1. Use muitos gestos no dia a dia
Quando for falar com a criança, use expressões faciais, movimentos de mãos e mímica. Se você quer incentivar o “dar tchau”, por exemplo, faça o gesto de forma clara e com entusiasmo. Aos poucos, a criança pode começar a imitar.
2. Dê atenção ao olhar
Chame a atenção da criança para o seu rosto durante as interações. Use objetos de interesse dela perto do seu rosto para estimular o contato visual. Pequenos momentos de troca de olhares já são um ótimo começo.
3. Trabalhe com o apontar
Se a criança ainda não aponta para mostrar o que quer, você pode estimular isso oferecendo duas opções de brinquedos, por exemplo, e dizendo: “Qual você quer? Mostra pra mim!”. No início, ela pode usar o olhar ou até o corpo inteiro para indicar, e isso já é válido!
4. Responda aos sinais que ela dá
Mesmo que a criança ainda não use gestos claros, é importante responder aos pequenos sinais que ela faz: um olhar demorado para um brinquedo, um sorriso, um movimento em direção a um objeto. Essas respostas reforçam que a comunicação dela está sendo entendida.
5. Use brincadeiras que envolvam expressão corporal
Atividades como brincar de imitar animais, fazer caretas ou jogos de esconde-esconde são ótimas para trabalhar expressões faciais, gestos e atenção conjunta.
Paciência e constância fazem toda a diferença
Cada criança com autismo tem um jeito único de se comunicar. Algumas vão responder rapidamente aos estímulos, outras vão precisar de mais tempo. O mais importante é manter uma rotina de interações significativas, sem pressa e com muito carinho.
Se você sentir dificuldade para estimular a comunicação não verbal do seu filho ou se tiver dúvidas sobre o desenvolvimento dele, buscar o acompanhamento de profissionais especializados pode fazer toda a diferença.
Na Clínica Alcance, nossa equipe está preparada para ajudar você e sua família a encontrar as melhores estratégias, sempre respeitando as necessidades e o tempo de cada criança.





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