Como a Psicomotricidade pode apoiar crianças com autismo
- Redação Alcance

- 30 de dez. de 2025
- 2 min de leitura

A infância é um período marcado por descobertas, experimentações e desenvolvimento contínuo. Para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), cada conquista representa um passo essencial rumo à autonomia, à comunicação e à inclusão. Nesse caminho, a Psicomotricidade surge como uma ferramenta poderosa, capaz de integrar corpo, mente e emoções em atividades que estimulam o crescimento global da criança.
A Psicomotricidade é uma área que relaciona o movimento ao desenvolvimento cognitivo, social e afetivo. Mais do que simplesmente “gastar energia”, ela ajuda a criança a compreender seu próprio corpo, a se organizar no espaço e a desenvolver habilidades que impactam diretamente a aprendizagem e a convivência. Para quem está no espectro autista, esses estímulos são especialmente valiosos, já que dificuldades de coordenação, percepção corporal e interação social podem estar presentes no dia a dia.
Entre os principais benefícios da Psicomotricidade para crianças com autismo, destacam-se:
1. Consciência corporal e coordenação motora
Atividades psicomotoras permitem que a criança explore diferentes formas de se movimentar, conhecendo melhor os limites e as possibilidades do próprio corpo. Saltar, equilibrar-se, correr ou manipular objetos são exercícios que fortalecem a coordenação e dão mais confiança para lidar com situações cotidianas.
2. Organização espacial e temporal
Muitas crianças com TEA apresentam dificuldades em se localizar no espaço e compreender a sequência dos acontecimentos. Jogos psicomotores ajudam a estruturar noções como perto e longe, antes e depois, em cima e embaixo, favorecendo tanto o aprendizado escolar quanto a autonomia nas rotinas diárias.
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3. Estímulo à comunicação e à interação
Embora a Psicomotricidade não seja uma terapia de linguagem, suas atividades envolvem cooperação, trocas de olhares, imitação e interação com outras pessoas. Dessa forma, cria oportunidades para que a criança se comunique, ainda que por gestos, expressões ou movimentos, ampliando as possibilidades de socialização.
4. Regulação emocional
O corpo é também um canal de expressão das emoções. Em um espaço psicomotor, a criança encontra meios de manifestar sentimentos como alegria, frustração ou ansiedade de forma segura. Esse processo favorece a autorregulação e contribui para um maior equilíbrio emocional.
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5. Apoio ao aprendizado escolar
Ao desenvolver atenção, concentração e coordenação motora, a Psicomotricidade oferece bases importantes para o desempenho em sala de aula. Habilidades como escrever, recortar ou acompanhar uma atividade coletiva tornam-se mais acessíveis quando trabalhadas previamente no corpo.
Mais do que uma prática isolada, a Psicomotricidade pode se integrar a outros atendimentos terapêuticos, como a fonoaudiologia, a terapia ocupacional e a psicologia, criando um suporte amplo e individualizado para cada criança.
No fim das contas, o objetivo vai além do movimento: é oferecer condições para que a criança se sinta capaz, confiante e inserida em diferentes contextos da vida, sendo a Psicomotricidade uma aliada preciosa no desenvolvimento de crianças com autismo, ajudando-as a trilhar um caminho de conquistas, autonomia e bem-estar.





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