Como o tempo de tela em excesso prejudica o desenvolvimento?
- Redação Alcance

- 8 de set. de 2025
- 2 min de leitura

Hoje em dia, é quase impossível pensar em uma rotina familiar sem a presença das telas. Celular, tablet, televisão… eles estão em todos os lugares e, muitas vezes, acabam sendo uma solução rápida para entreter as crianças enquanto os adultos cuidam das tarefas do dia a dia.
Mas, apesar de fazerem parte da vida moderna, o uso excessivo desses dispositivos pode trazer impactos importantes para o desenvolvimento infantil. Por isso, é importante entender até que ponto o tempo de tela é aceitável e quando ele começa a se tornar um problema.
O que é considerado excesso?
A questão não é simplesmente "telas são ruins", mas sim o quanto e como elas estão sendo usadas. Existe uma diferença enorme entre uma criança que assiste a um desenho por um tempo limitado e com supervisão, e outra que passa horas seguidas pulando de um vídeo para o outro no celular.
O excesso acontece quando o tempo diante das telas ultrapassa o recomendado para a idade, sem o equilíbrio com outras atividades essenciais para o desenvolvimento, como brincar, conversar, se movimentar e interagir com outras pessoas.
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Quais os impactos no desenvolvimento da criança?
O desenvolvimento infantil envolve uma série de habilidades que vão além da cognição. Fala, socialização, coordenação motora, atenção e até o controle emocional estão nessa lista.
Quando a criança passa tempo demais em frente às telas, algumas dessas áreas podem ser afetadas. Um dos primeiros sinais costuma ser a redução das interações sociais. A criança pode começar a brincar menos, conversar menos e até demonstrar menor interesse por atividades que antes gostava.
Outro ponto de atenção é o impacto na linguagem. Durante as horas de vídeo, o cérebro da criança recebe muitas informações, mas de forma passiva. Ela escuta, vê, mas não interage de fato. Isso pode atrasar o desenvolvimento da fala e da comunicação.
O sono também costuma ser prejudicado. O uso de telas à noite, por exemplo, pode dificultar o adormecer e interferir na qualidade do descanso, afetando o humor e a capacidade de atenção no dia seguinte.
Além disso, a exposição a estímulos rápidos e constantes pode deixar a criança mais agitada, com dificuldade de concentração e até mais irritada quando precisa se desconectar.
Como encontrar um equilíbrio saudável?
Sabemos que, na correria do dia a dia, controlar o tempo de tela nem sempre é fácil. Mas alguns ajustes simples na rotina podem fazer toda a diferença.
Estabelecer limites claros para o uso de eletrônicos é um bom começo. Reservar momentos específicos do dia para esse tipo de atividade e incentivar outras formas de brincar e aprender também ajuda bastante. E, sempre que possível, é importante escolher conteúdos de qualidade e acompanhar o que a criança está assistindo.
Se mesmo com esses cuidados você perceber mudanças no comportamento, no sono, na fala ou na atenção do seu filho, pode ser o momento de buscar uma orientação profissional. Aqui na Clínica Alcance, nossa equipe está pronta para ajudar sua família a entender melhor o impacto do tempo de tela e a criar estratégias para garantir um desenvolvimento saudável e equilibrado para a criança.





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